sexta-feira, 29 de maio de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Graça, hei de achar outro nome de banda...

"JOSÉ SIMÃO Crianças, corram! Silvio Santos vem aí!
E morreu um dos inventores do Viagra! Caiu duro! Um minuto de ereção, por favor!
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Morreu o dr. Robert Furchgott, um dos inventores do Viagra! Então, não morreu. CAIU DURO! Um minuto de ereção, por favor! Rarará! E conseguiram fechar o caixão? Rarará! Esse levantou o mundo, deu um upgrade no tédio! E quem tá precisando de Viagra é o meu contracheque, pra ver se o meu salário sobe. E o único que não precisa de Viagra é o Dunga. Porque já é cabeça dura! E o genérico do Viagra é o milho: você bota o milho no umbigo e o pinto sobe pra comer! Rarará! E o babado do Silvio Santos com a menina Maisa. Quer assustar criança? É só gritar: Silvio Santos vem aí. Rarará! E o blog Comentando revela que Silvio Santos vai lançar o "Show do Humilhão". Com a menina Maisa! E eu acho essa menina Maisa uma pentelha de peruca macarrão parafuso. Rarará! E quem disse que o Silvio Santos assusta só criancinha? Rarará! E eu só tenho um senão com o Silvio Santos: ele insiste em combinar a cor do cinto com a do cabelo! E um lulista me passou um slogan pra Dilma 2010: "Já votei no cara, agora voto na coroa". E eu tenho uma amiga que vai lançar uma coleção de máscaras chamada GRIFE SUÍNA! E aquelas que fazem tanta plástica e ficam com nariz de porquinha? Gripe Suína Porra Nenhuma! Foi plástica mesmo! Rarará! CHEGA DE SEGUNDO! O fã clube do Rubinho em Bragança Paulista (SP) vai pedir novas regras na Fórmula 1: respeito ao mais velho! 1) A pole será sempre do piloto mais velho. 2) Na reta, os pilotos mais novos nunca poderiam ultrapassar o mais velho. 3) E no pit stop, o piloto mais velho voltará à posição que tinha antes de entrar no pit stop. E o Rubinho explica por que chegou em segundo de novo: "É que eu não conhecia bem o caminho, aí fui seguindo o Button". Rarará! É mole? É mole, mas sobe! OU como disse aquele outro: é mole, mas rela pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na rua Augusta, aqui em SP, tem um inferninho chamado LAS JEGAS! Rarará! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Analfabeto": ânus de companheiro que não sabe ler nem escrever. Rarará! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno. simao@uol.com.br"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Toda Graça.



Não sei ao certo o porquê de estar em uma fase flores.
Talvez porque elas sejam naturais, tenham uma fragrância própria.
Talvez porque necessitem ser regadas periodicamente, quer pela água que cai da chuva, quer por uma mão que as considere carinhos.
Provavalmente porque flores precisem ser cultivadas, tenham um ciclo de vida próprio, desapareçam em alguns períodos para depois nascerem sempre únicas (por mais semelhantes que pareçam...).

Sim. Flores alegram a vida sem que possamos identificar a razão. Embelezam o dia-a-dia. Estampam as estações do ano mesmo em um claustrofóbico labirinto de cimento.
Flores nos fazem refletir sobre a necessidade do comprometimento, da água, da umidade, da temperatura, do tempo, das interpéries.
Flores nos fazem pensar e acreditar na sutileza e delicadeza mesmo quando ausentes e tudo não passa de folhagens.

Indescritível a certeza de que após anos e anos (e mais anos) vivo um lindo vasinho de amizade com as mais belas flores.
Gratificante a sensação epitelial de que cada gota valeu uma folha, de que o raio de sol agora é perfume e de que os episódios de verde monocromático são naturais.

Obrigada por me existir novas sementes.
Obrigada por estar comigo no vento, na chuva, na neve.
Obrigada por me ceder um pouco de sua água quando me ví desitratada por completo.
Obrigada por descobrir comigo os mais mágicos nutrientes para a terra.
Obrigada por permitir que eu sempre guarde comigo este vasinho.

Obrigada, amiga flor.

Avaliação Física.

Repete-se o engodo de se ter o físico avaliado:

- Pois é...Tu não estás dentro dos padrões de normalidade...

(silêncio... isso eu já sabia...)

- Como tu podes observar seu peso está bem aquém do que se considera adequado...

Finalmente a primeira frase que escutei de um profissional do corpo que fez sentido.
Nunca na vida tivera me sentido tão leve como nos últimos tempos...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O menino batata frita.






















O menino batata frita, esteticamente, era uma batata frita. Um palito, meio monocromático, saturado pelo processo que lhe dera o nome.
Internamente, por mais batata frita que fosse, reveleva um olhar terno, querido, poético, artístico e especial.

Todavia, a fritura trans entopia gradativamente suas idéias quanto a aceitação de se deixar consumir novas cores. Novas cores não faziam parte do repertório do chips.

Até que um dia, a mechinha performática driblou a rigidez do palitinho e lhe fez ingerir o lilás transmutação da berinjela. Foi então que o unicolor se coloriu pela primeira vez. Seus olhinhos antes amarelos fosco adquiriram um brilho diferente e ele passou a experimentar, lentamente, uma pitada de esperança brócolis, alegria cenoura, paz arroz, amor beterraba etc.

E assim, o menino batata frita não era mais o mesmo. Aos poucos a oleosidade que poluía sua fluidez líquida foi se dissolvendo e florindo tudo aquilo de mais sublime que só ele guardava mas que estava trancado no porão
O protótipo de pringles era sim uma verdadeira feira ecológica que aguçava ainda mais a vida de quem por ela se permitia entrar.

O óleo trans ficara para trás e a mechinha performática amou ainda mais aquele que já amava desde quando o avistara no Restaurante Universitário- e que pensava não poder ser objeto de ainda mais amor.

Lavanda.


A menina rosa e a menina cinza finalmente acharam uma mudinha de lavanda na feirinha ecológica. Agora a trancinha possui um vasinho de lavanda. Tinha certeza de que achariam.

Identificação.


Enviado por uma das poucas pessoas cujas opiniões levo em consideração...

domingo, 17 de maio de 2009

Mestra Yoda versão br 2008.


Esquisitos sim. Vegetais não. Não vou me controlar. Que diabos estou fazendo aqui?!?!






em casa...
























Paradoxo.

Eu (não) sou exigente.
Eu (não) sou contraditória.
Eu (não) sou fútil.
Eu (não) ligo para estética.
Eu (não) sou hipócrita.
Eu (não) sou reacionária.
Eu (não) sou influenciável.
Eu (não) quero chorar.
Eu (não) me odeio.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mato em tijolos.

E no meio de zilhões de tijolinhos bandeirantes aparentes, iguais e bem cimentados, eu me apeguei ao Mato.

Ele sim fazia dancinha com os pés na aula e me contava histórias reais de avos incríveis.

Ele me ensinou a beleza do cuzinho de cabrito.

Ele sim não era somente um número, em uma classe número, em uma escola número que se pagava com altos números mas não conseguia numerar os detalhes mais sutis da vida.

Ah. Hoje tenho certeza de quão importante é preservar o pantanal.

E viva os tuiuius.

Esqueci de te contar!!!


Gandhequinho!!

Esqueci de atualizar minha promessa... Agora o verde para onde vou te levar não está mais no Ibira mas na Redenção!! A Redenção também é chamada de Parque Farroupilha e você vai conhecer o que é chimarrão! Fica a duas quadras de casa!

Assim, verde e cães não vão faltar, pode ficar tranquilo.

Com certeza vai se acostumar com a cidade! É a Maria Kitéria na terra de Mario Quintana.

Lembra dele!? Às vezes eu lía alguns poemas pra você. Pelo seu comportamento tenho certeza que entendia a leveza das combinações gráficas por ele costuradas. Pode deixar que não será um baú de espantos!

Sim, você vai gostar. Aqui as pessoas dizem mais sim pra tudo. Eu mesma estou viciada em dizer sim. Eu, o arquétipo do não. Como não gostar disso?!

E também vou convencer o seu super tio de vir pra cá só pra você dormir na cabeça dele enquanto ele lê o jornal.

E pasme!!! Ele está virando jornalista!

Incrível, né!?

Continuo te amando. Espero que tenha boas novidades!

O passeio na chuva da menina rosa.

A menina rosa já estava de saída, quando atenciosamente se dirigiu à sua companheira invisível (que tentava se acinzentar com as fuligens dos paradoxais textos legais) com sua voz doce e cantanda:



- Vou sair, tu queres alguma coisa?!



Foi quando a amarga cinza mudou sua coloração e atentou-se para suas próprias necessidades:



-............ Hum..... Ah! Sim!!! Quero um vasinho de lavanda e um poema.



Após duas horas a menina rosa retornou e bateu no quarto da menina já bem escura e mal cheirosa:



- Não achei a plantinha... Andei bastante mas nem sabiam que flor que era...



A acinzentada, que já havia se esquecido daquilo que queria, sorriu alaranjado e disse que não havia problemas, que elas ainda achariam a alfazema da trança.



Foi então que a menina rosa tirou um pedaço de papel do bolso e carinhosamente relatou:

- Mas o poema está aqui. Estava grudado em um muro. Achei lindo e tentei arrancar conforme o prometido... Mas acabou rasgando. Ah, acho que dá pra ler ainda a parte do namorado da viúva...



E a já chumbinho naquele momento se viu rósea mais uma vez.

Para Gandhi.


Sempre julguei exagerada e incompreensível a atenção dada a alguns cães por certos humanos. Até conhecer você. Foi amor a primeira vista. Confesso que te achei meio esquisito, com aqueles olhos viradinhos que me deixavam confusa sobre onde olhar. Mas a sensação de estranheza logo passou. Mal havia escolhido sua caminha e você já foi logo se deitando nela como se já soubesse que ela faria parte de seu novo lar. Subiu no carro e nem precisei me preocupar com a eventual bagunça pois sua única reação foi ficar deitadinho naquele tufinho de algodão revestido com o pano amarelo. Ao chegar em casa, visitou cômodo por cômodo, cheirando cada cantinho que seria seu. Conheceu o seu aliado jornalzinho das horas de aperto mas em um primeiro momento o ignorou, afinal, aquilo não era confortável o suficiente para um xixi. Tudo bem. Não demorou uma semana para que aprendesse onde era o seu banheiro. Sim, você é inteligente. Não há como negar. Burros são os donos que acham que ensinam a base de palmada. Você aprendeu com carinho, o que não poderia ser diferente em se tratando do meu carinho coberto por pelos. Ninguém acreditaria que um cãozinho se dirigiria sozinho ao castigo e esperasse para que ouvisse o aval de liberdade nas raras vezes em que cometera faltas. Depois de uma hora da sua chegada já comecei a sentir minhas novas quatro patinhas. Onde quer que eu ia elas iam comigo. E quando percebiam que não poderiam me acompanhar elas se escondiam debaixo da cadeira azul se camuflando em dois olhinhos esbugalhados e cabisbaixos que faziam manha apelando para que não ficassem só. Aquele olhar sempre me disse tudo, me ensinou o que era um amor incondicional, me revelou a sensação de acordar todos os dias me sentindo especial. Às vezes você não percebia, mas eu abria um dos olhos escondido e espiava você me esperando acordar. Eu sempre gostei de te ver olhando para mim e acho que a recíproca era verdadeira. Já tinha até decorado a rotina: acordava, a gente se cumprimentava fazendo festa e ia para o banheiro tomar banho. Te observava pelo vidro do box deitado no tapetinho me esperando sair. E bastava eu desligar o chuveiro para que você me desse licença, sem nem mesmo eu pedir, e deixasse que eu subisse no piso. Do banho para o café da manhã o lugar em baixo da cadeira já era o seu cantinho cativo, dele só se retirava no momento da escovação dos dentes, quando se enfiava embaixo do gabinete.E todo dia era a mesma rotina. A mudança se dava com pequenos temperinhos que a vida foi se encarregando. Foi se estabelecendo um acordo tácito, ou um amor mais do que incondicional recíproco. Eu prometi para mim mesma sempre cuidar do meu cãozinho da melhor forma possível: não deixar passar um dia sem passeio, escovar você, te alimentar da forma mais balanceada possível, te dar muito carinho, te levar ao ibira nos fins de semana, te deixar o menos sozinho possível e etc. E você fez muito mais do que qualquer um poderia ter feito nos momentos mais difíceis da minha vida. Foram longas horas de estudos com você roncando ao meu lado, foram lágrimas de um coração partido com você encostado no meu ombro. Só você mesmo para adivinhar que meu avozinho partiria, desobedecer aos meus comandos e se deitar do meu lado na noite da despedida, quando nem eu mesma sabia que teria que dizer adeus. Nunca nem quis pensar na possibilidade de não poder mais te ver. Só de vislumbrar vagamente essa hipótese me fazia chorar, como na noite que terminei de ler o livro do Marley (que não é nenhuma obra prima, diga-se de passagem...) e acabei colocando você do meu lado da cama pra ter certeza de que você estava lá. E você estava. Roncando como sempre. Afetivo como sempre. Querido e carinhoso como sempre. No bairro, você passou de estranho e feio para conhecido e esperado. Todos passaram a te admirar e a reconhecer todas as coisas boas que você transmite, mesmo com apenas uma única bolinha.E de repente, sem nem deixar eu me despedir, você parte no meio da noite e me deixa nesse vazio que nem eu tinha idéia do quão imenso ele seria.

Se eu pudesse voltar no tempo e mudar tudo pra que estivesse ouvindo o seu ronco agora eu voltaria e transformaria tudo. Juro que quando pensei em te levar para Atibaia foi para que não ficasse sozinho naquela noite, já que sei o quanto você se sente só nessas situações. Errei. Todavia, queria que soubesse o quanto sinto sua falta. A casa está em clima de luto. A Jose e a vovó vivem chorando. A Godozinha não cansou de te procurar e também anda cabisbaixa. A vizinhança ficou abalada quando soube que você estava em um paradeiro desconhecido. Não só a moça da banca de jornal da frente de casa ficou triste, mas também os seus amiguinhos do passeio, os porteiros aqui do prédio, o padeiro e todo mundo que você costuma cumprimentar todos os dias. A Regiane da Cobasi ficou ontem com os olhos marejados e disse que iria rezar para que você voltasse logo.

Só escrevi para deixar registrado o quanto eu te amo e o quanto eu espero que esteja aqui para passearmos no ibira juntos.

Prometo deixar você cheirar todas as cadelinhas (até mesmo a Gaulês) e quando se cansar carrego os seus quase 10 kg no colo e deixo que você fique no ar condicionado sem a godozinha te urubuzando. Também prometo deixar que você durma na minha cama e asseguro que a Godot não morderá mais as suas bochechas e o seu rabinho.

Amo você, meu cãozinho, espero que esteja bem.

Confissão.

Confesso que chorei ao ler sobre a execução da pintora iraniana de 23 anos...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ADAPTAÇÕES...


De vez em quando é necessário nos adaptarmos para não pararmos de existir.

sincretismo.

O que importa é que ela acredita e isto a fortalece a ponto fazer suas compridas unhas vermelhas toda semana aos 81 anos de idade.












Helena de hiroshima.

Ainda existem tsurus espalhados pelo mundo.

bala de coco feita em casa.




Nadando para não me afogar naquele aquário gigante da infância, buscava fôlego para encontrar outras referências...

godot de garras...


A versão felina de Godot... Porque um carinho na barriga é fundamental.

Coelhos.

Um coelho branco.


Um coelho preto.

dentro do meu coração.


E resistindo a toda e qualquer tentativa de mortificação do eu dele, inerente às instituições de "ensino", lá estava ele fazendo toda a diferença para mim.

Um apoio.

Quem foi que disse que o ombro é o melhor lugar para encostar a cabeça e chorar?!

Mentiras burguesas.

É difícil perceber um olhar que não o seu... É dificil diferir o que é do que não é artificial. É chato passar a vida esperando o que é efemero.

às vezes dá bode.


nada como enfiar a cabeça na água e ter a sensação de sumir...


à vezes parece que a tempestade não passa


sim, existem camas caixinhas do meu tamanho...


Onecthan.

Ela já tinha me contado sobre os benefícios de se tomar chá de macela antes de dormir. Um sono inesquecível- dizia ela.
E eu, apesar de já adulta, fitava-a com olhos de criança, os mesmos que a observavam quando o seu tamanho físico se sobrepunha ao meu.

E daí, de repente, passando pelo Mercado Público, avistei um buquê de florzinhas secas que me chamou a atenção:

- O que é isso!?- perguntei para o vendedor.
- Isso aí é macela.
- Ahhh! Aquela que faz chá!?
- Sim, tu ferve a água e faz antes de dormir.
-Qaunto custa?!!
-R$1,50.
-Hum.... Faz por R$1,00?!
- Tá bom. Para ti eu faço.

E voltei para casa feliz da vida louca para que chegasse a hora de dormir para que eu fizesse meu chá.
E quando a tão esperada hora se aproximou, fervi a água e finalmente compartilhei do gosto o qual minha irmã se referia tão docemente.

E me lembrei do meu primeiro beijo. Quando pude pela primeira vez sentir aquilo que minha irmã me descrevia tão bem com palavras de adolescente e ares de experiência...

Mal conceituada.

Conceitos são pragas da criatividade. Vão pouco a pouco acabando com a especialidade mais sutil de ser humano.
Vou bombardear todos os conceitos. Preconceitos, pós-conceitos, blablablaconceitos. Pouco a pouco implodindo-os e explodindo-os.
E quando estiverem em extinção vou afofar a Terra para semear, regar e cultivar toda a criatividade que for possível, para que nasçam e se desenvolvam sempre únicas. Sem podas. Naturalmente.
E nem precisarei me preocupar em ser mal conceituada, afinal, conceitos não mais serão.

D G light blue


Engraçado. Quando se diz "a tia", se pensa em alguém com pensamentos mais engessados, com cacuetes já ultrapassados. Se pensa em alguém que se leva para a vida adulta através de lembranças passadas da infância. Alguém que faz bolos, cozinha e por mais que te ame tem uma relação contraditória já que a intimidade do carinho é distante de questões que são tabus. Há o papel de "tia" e o de "sobrinha".

Mas a minha tia é diferente. Não é uma "tia" no conceito clássico do imaginário. Ela tem aspecto jovem e idéias que estão constantemente respirando. Ela não se veste de "tia". Ela ainda é uma mulher. Uma mulher e tanto, de chamar a atenção do imaginário masculino não apenas por sua exótica beleza mas principalmente por sua personalidade. Ela tem convicções próprias, não gosta de cozinhar, assume o fato e nunca teve crises por isso. É de vanguarda, me leva para conhecer novos restaurantes, me mostra novas perspectivas e formas de agir, reagir e me relacionar.

O carinho que guardo embora tenha raízes na infância não foi nela consolidado, afinal, ela não era a tia dos biscoitos. Não me ensinou as lições básicas mas sim as mais complexas que só se aprende após certa maturidade. Referências primárias tive outras. Com minha tia recebi orientação para o nível de doutoramento na vida. Isso sim é mais raro.

Minha tia não me trata como sobrinha. Me trata como uma pessoa. Me vê como sou, sem estigmas. Com defeitos. Com qualidades. Com carinho. E tem coisa melhor que ser olhada com carinho!?

Minha tia é amiga, é querida. Se aceita, me aceita. Não impõe valores, mas me ajuda elaborar meus próprios.

Me ensinou a essencialidade de se ser a única responsável por minha própria felicidade.

Que dores de amor passam com o tempo, que namorados vem e vão, que comer castanha do pará antes das refeições não é pecado, que comprar um vestido novo não significa necessariamente futilidade, que às vezes é preciso falar coisas um pouco desagradáveis para não passar a vida se auto desagradando...

Aprendi que não é preciso ter idade próxima para varar a madrugada conversando sobre assuntos leves (e às vezes nem tão leves) antes de dormir.

Compreendi que não é porque eu ouvi a vida inteira vários dogmas que eles significavam a verdade.

Descobri os prazeres de se viajar, de se mudar, de se permitir.

Passei a sentir o cheirinho dos lençóis, das toalhas, da lavanda...


Experimentei a força do chá de guaco. Levei comigo a sutileza de se colocar na mesma bebida folhas da mesma muda mas com colorações diferentes... E realizei que existem colorações diferentes em uma mesma planta e que ambas tem sua importância no conjunto da obra. E apreciando o chá senti que ainda era possível cultivar uma plantinha em pleno bairro de Pinheiros, dentro da caótica, cinza e barulhenta São Paulo.




E assim, após todo o carinho que ingeri por meio da quente bebida, acolhida por um futon, observei o desentupimento de minhas vias... Foi quando inspirei profundamente fixando para sempre em meu olfato toda a leveza do light blue, concluindo que o azul até existe mas pode ser leve.


Passei a sentir na pele que nem tudo que saía do mesmo tronco tinha que ser cinza.


Me descobri com o aroma de Doce Guerreira Light blue...


Ti a mo

Ti a dmiro

Ti a poio

Sempre. Incondicionalmente.

transmutação...


Olha que emblemático o seu presente: é uma pulseira trançada- com correntes delicadas, com pingentinhos lisos, feita manualmente com tecido lilás.

Me ensinaram que ela pode ser usada como pulseira, como colar, como tiara, como cinto. Enfim, posso me enfeitar como bem achar melhor.


Posso desenhar gravando em cada pingentinho uma coisa nova, ou até mesmo escrever o seu nome (ou o nome de um futuro amor).

Percebe quanta significação!?

A corrente, muito embora o seja, é delicada e dá mais força ao trabalho.

Apesar de ter sido adquirida em uma chique loja de shopping ela foi entrelaçada manualmente. Era a única do estabelecimento. A única. Em um lugar em que repetições são a regra.

A trança revela como fica mais bonito quando os laços se entrelaçam.

E o lilás. Ah, o lilás...
Um índio kaingang me disse que significa transmutação.

Não tem a ver com o nosso momento!?

Vou usar sempre.

mais uma dúvida...

Por que denominam "Direito" o que evidentemente é torto, duvidoso, falho e geralmente errado?!?!?!


Enquanto isso continuo prestando atenção na aula... Quantas contradições represadas...

De guarda-roupas a roupeiros...

É indispensável que de tempos em tempos arrumemos nossos guarda-roupas...
Abrir as portas tirar tudo de dentro, separar o que tem que ser lavado, o que mofou e não se recuperará nem na lavanderia, o que tem manchas amarelas embaixo do braço, o que ficou pequeno, o que está rasgado.
Observar aquelas peças que fizeram com que a gente se sentisse seguro por várias ocasiões, aquelas outras que nos fazia abraçar o aconchego, aquelas que sempre revelaram conforto, aquelas que amávamos vestir mas jamais sairíamos de casa vestidas, aquelas que tentavam mascarar nossas fragilidades, aquelas adquiridas por impulso, aquelas que revelavam o olhar do outro etc.
Passar a experimentar peça por peça e ver o que de tudo vale a pena manter lá dentro e o que merece ser passado para frente para fazer a energia circular.
Algumas peças, mesmo quando rasgadas, fazem parte do figurino de agora.
Outras valem a pena serem reformadas.
Algumas ficam pelo bom sentimento que materializam.
Todavia, sempre tem aquelas que já não merecem mais aquele espaço no roupeiro, muito embora às vezes tenhamos dificuldade em nos desfazermos. Simplesmente porque impedem que respiremos um novo estado de espírito. Geralmente porque achamos, muito embora estejam lá no fundo sem uso há muito, que elas farão falta.
Sempre porque tememos que a energia flua e tenhamos que lidar com aquilo que realmente somos nas atuais condições de temperatura e pressão.
Mas devemos respirar fundo e nos desapegar do que não nos serve mais.
Depois de selecionarmos as roupas que ficam e as que vão, separamos em cada espaço aquelas que permanecem, sabendo que cada qual tem seu espaço, sua textura, sua coloração.Que cada qual terá o seu momento adequado para ser vestida...
Que as combinações variarão com a temperatura, o local, a companhia, o estado de espírito...
E assim, de tempos em tempos, arrumamos nossos armários para que não deixemos mofar lá no fundo aquilo que não mais faz parte de nós.

Tentativa.

Prometo tentar te ajudar o máximo que conseguir... Mas seria injusto, inclusive com você, aniquilar minhas necessidades para satisfazer integralmente as suas... Porque isso faria com que eu deixasse de existir...

Maria Kitéria ama Mario Quintana...

E dentro do meu baú dos espantos encherguei a cor do invisível... Indescritível...

A certeza de que geralmente palavras são irrelevantes...


Chorei quando soube que não era de verdade e nem pra sempre...

Enquanto isso na banca de jornal...

" Men´s healthy: SAIBA COMO VENCER A GUERRA CONTRA OS PNEUS"

Adorei. Pena que os pneus que eu achava importante eliminar para vencer a batalha não eram os mesmos aos quais se referia a reportagem...

Ambiguidades... Tudo são perspectivas... Deve ser mais relevante exterminar "pneus" individuais do que aqueles que realmente exterminam a humanidade.

E assim a sociedade de plástico prossegue sempre de olho em seus respectivos umbigos e "pneus"...

Diálogo (sur)real.

Uma moça tira fotos do avião. Da janela e dela. Pergunto:

- Quer que eu tire para você?!
- Não, obrigada. É para o meu filho.
- Sério!? Que fofo.
- É. Ele coleciona. Sempre pede para que eu tire fotos das minhas viagens.
- Que menino sensível. Quantos anos!?
- 7. Ele odeia que eu viaje à serviço. É filho único...
- Sei bem o que é isso. Também odiavaaaa que minha mãe viajasse.
- Pois é. Ele odeia a minha empresa.
- Eu também odiava a da minha mãe...
- Quando tinha 3 anos brigou com o presidente da empresa em um evento em que o levei.
- Nooossa!!! 3 anos?!?! Coitadinho...
- Por isso hoje em dia tenho levado ele junto no meu trabalho e em todas as viagens a trabalho que posso nos fins de semana.
- Hum... Eu também costumava ir nas férias ao consultório do meu pai.
- Tá vendo?! E isso não te fez mal, viu!??!
- ... é... ACHO que não...
- Levo para que ele tenha contato com a vida. A vida é assim e ele tem que aprender e se acostumar.
Já pensou?! (rs) Espero que ele não saia por aí pintando quadros...
- Pois é. Minha irmã é artista plástica.
- Acontece.

... silêncio...

observando um abraço...

Ai, que vontade de me despedir tristemente de alguém, ganhar aquele abraço forte e ser iludida por aquela sensação fantasiosa que nos faz querer acordar todos os dias.

Que vontade de viver a mentira burguesa do amor, de acreditar no sentimento único, de crer que aquilo é tudo e basta.

Só queria uma sensação. Nem que fosse platônica e não passasse de uma visão de dentro da caverna. Bastaria que o impossível fizesse parte de mim.
E que exploda o pragmatismo racional.

vick cristiane mariana

Quantos segredos guarda... Quanta omissões veladas... Quero que me ensine a construir de forma um pouco mais pragmática... saudades dos tempos mariana.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Objetivo de vida...

Não quero conquistar o mundo.
Quero conseguir ser conquistada por ele.

Contradições.

?! Por que o que geralmente deveria ser integral é refinado ao passo que o que deveria ser refinado é integral"?

Uma reta é formada por infinitos pontos.


E em um instante de pó flutuante sem rumo verdadeiro, aquela ilusória segurança, que eu achava ser produto do famigerado amor, se foi.


Ele visivelmente encontrara o que lhe fortalecia e eu nitidamente não fazia parte daquele cenário.

Quanto mais ele se achava em palcos, textos, reflexões, fantasias e figurinos; mais eu sentia a dor física que é a solidão.

O vácuo de não se se saber, a angústia de nada se ter, a ausência de não se querer.


E assim ele seguiu sua trajetória. Va ga ro sa men t e.


E assim, aos pingos, fui respirando um ar diferente que revelava que nossos caminhos não eram mais os mesmos.


Como retas perpendiculares que se cruzam uma única vez.

O ponto de intersecção ficara para trás.



Então, cada vez mais distante do cruzamento fui seguindo a minha direção sem sem certeza alguma de qual seria o meu destino.

Inverso.

Por que seguir receitas se ninguém no mundo sabe quais as exatas proporções das minhas necessidades?!?!

Dane-se.

Não ligo para o que as pessoas falam porque pessoas que falam demais não tem tempo para pensar...

Sobre prestígio.

Das pessoas que realmente fizeram parte da minha vida só ele realmente apreciava prestígio.

Talvez por isso tenha ficado para trás.

Rodeada de pessoas informadas sem nenhuma informação...

Agora queria tanto um jornal para alienar a minha mente e me inserir na ditadura...

Cigarro ou maconha?!

- Você fuma cigarro e/ou curte um baseado!??!
- Não. Não preciso. Respiro o ar de São Paulo em uma existência que já é viajante por si só.

Desentupidor eficiente.

... As magrelas de unhas feitas e chapinha no cabelo se entopem com "caras" e se desentopem com coca light...

Para minha tribo de índios ciganos.







Pertenço àquela tribo em extinção que idolatra o Cigano- índio e não faz parte da massa que sonha em consumir um enlatado vendido no chic mercado de capitais.

subjetivismo de valores

Valores burgueses deveriam ser ignorados pela sociedade com a mesma intensidade em que o é a difusão da miséria que passa despercebida.

Deveríamos ser norteados para combater o caos do mundo atual da mesma forma e intensidade que somos norteados por aqueles "valores" tidos como referência pelo homo sapiens sapiens nada humanos que se julgam deuses e dão direções questionáveis mas não questionadas.

Durante o vôo...

- Droga. Deixei minha paciência lá em cima no momento em que mais ela me seria útil...

Desconforto no aeroporto.

Bizarro: mulheres que viajam de salto.

Mais bizarro ainda: perder meu tempo escrevendo sobre saltos.

Devo ter um salto reprimido em mim.

Sobre o orkut e afins...

Reflexo de uma sociedade em que tudo é marketing. Em que pessoas são menos gente e mais massinhas.
Em que marionetes idênticos se consideram diferentes.
Em que se dá importância à imagem artificial em detrimento à essência.
Em que a verdadeira essência da poesia humana se esvai com a camada de ozônio mas o mundo está com a agenda cheia para perceber- ou se preocupar...

Enquanto isso tomo minha coca zero e me alimento de hipocrisia.

Nego o orkut mas sou engolida pela coca zero.

E há mais mídia que isso!?!?

Sobre novelas...

A vida já é uma bobagem que sempre finda no pó.

A realidade já é uma ilusão.

Novelas são desnecessidades no mundo tidas por necessárias pela massa iludida.

Sobre o big brother.

Sou nano e mal consigo me relacionar com minha irmã.

Talvez por isso o programa seja para mim um pesadelo.

Abstratamente concreto.

Nascida em São Paulo, onde tudo é plástico, concreto e artificial (até mesmo as árvores...), passei anos buscando artifícios que me enquadrassem em algo que nunca fui eu.

Me perdi dentro daquele labirinto de concreto tentando procurar algo que não era, que nunca existiu, que não passava de ilusões hipócritas, contraditórias, impostas e pré-fabricadas.

ditadura do plástico.

Cresci ouvindo sobre as vantagens de ser de plástico. O plástico dura, não estraga com a água, não dilui com a chuva, não amarela com o tempo.
O plástico brilha e é impermeável.
Ser plástico significa materializar televisões, DVD´s, fitas k-7, CD´s, barbies. Significa carregar produtos de consumo e desejo. Representa a embalagem e o próprio bem.
Ser plástico é estar dentro de carros que não passam de ilusões almejadas por mentes alienadas que sentem ser o único veículo para se chegar à tal felicidade.

Com tanta utopia rondando o moderno derivado de petróleo sempre me senti à margem. Sempre me senti um papel. Com raízes orientais, frágil ao toque, rasgando eventualmente, amarelando com o tempo, sensível à chuva.

Admito que por anos meu sonho foi me plastificar para tentar fazer parte e me enquadrar nessa sociedade plástica que se auto intitulava sinônimo de felicidade.

Mas como plástico não é papel a rejeição inundava minha auto-estima e aromatizava a minha essência a qual se evaporava por meus poros. De uma forma ou de outra, todos os tupperwares ao meu redor sentiam no ar o meu estranho cheiro de papel.

Com o tempo percebi que não queria ser o que todos queriam. Que ser de papel era muito mais especial. Que possuía em mim os vincos feitos pelo tempo, que minha coloração transmutava, que poderia ser objeto dos desenhos mais incríveis, das letras mais bem combinadas, das cores e texturas mais diversas. Aprendi que posso me reciclar em casa, sem nada de artificial. Percebi que sou leve e consigo flutuar com a brisa. Descobri que as lágrimas mudam minha textura e que posso bordar meu próprio trajeto e traçar meu conceito pessoal de felicidade.
Nada como ser produto de árvores naturais que tiveram sua própria história de vida e não derivar de uma gosma preta, mal cheirosa e massificada. Nada como ser acessível, sensível e simples.

Sou papel.

Quem sou eu

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quem não sou. quem sou. kimuda. kinada. kiestáseachando. kimaria.