Engraçado. Quando se diz "a tia", se pensa em alguém com pensamentos mais engessados, com cacuetes já ultrapassados. Se pensa em alguém que se leva para a vida adulta através de lembranças passadas da infância. Alguém que faz bolos, cozinha e por mais que te ame tem uma relação contraditória já que a intimidade do carinho é distante de questões que são tabus. Há o papel de "tia" e o de "sobrinha".
Mas a minha tia é diferente. Não é uma "tia" no conceito clássico do imaginário. Ela tem aspecto jovem e idéias que estão constantemente respirando. Ela não se veste de "tia". Ela ainda é uma mulher. Uma mulher e tanto, de chamar a atenção do imaginário masculino não apenas por sua exótica beleza mas principalmente por sua personalidade. Ela tem convicções próprias, não gosta de cozinhar, assume o fato e nunca teve crises por isso. É de vanguarda, me leva para conhecer novos restaurantes, me mostra novas perspectivas e formas de agir, reagir e me relacionar.
O carinho que guardo embora tenha raízes na infância não foi nela consolidado, afinal, ela não era a tia dos biscoitos. Não me ensinou as lições básicas mas sim as mais complexas que só se aprende após certa maturidade. Referências primárias tive outras. Com minha tia recebi orientação para o nível de doutoramento na vida. Isso sim é mais raro.
Minha tia não me trata como sobrinha. Me trata como uma pessoa. Me vê como sou, sem estigmas. Com defeitos. Com qualidades. Com carinho. E tem coisa melhor que ser olhada com carinho!?
Minha tia é amiga, é querida. Se aceita, me aceita. Não impõe valores, mas me ajuda elaborar meus próprios.
Me ensinou a essencialidade de se ser a única responsável por minha própria felicidade.
Que dores de amor passam com o tempo, que namorados vem e vão, que comer castanha do pará antes das refeições não é pecado, que comprar um vestido novo não significa necessariamente futilidade, que às vezes é preciso falar coisas um pouco desagradáveis para não passar a vida se auto desagradando...
Aprendi que não é preciso ter idade próxima para varar a madrugada conversando sobre assuntos leves (e às vezes nem tão leves) antes de dormir.
Compreendi que não é porque eu ouvi a vida inteira vários dogmas que eles significavam a verdade.
Descobri os prazeres de se viajar, de se mudar, de se permitir.
Passei a sentir o cheirinho dos lençóis, das toalhas, da lavanda...
Mas a minha tia é diferente. Não é uma "tia" no conceito clássico do imaginário. Ela tem aspecto jovem e idéias que estão constantemente respirando. Ela não se veste de "tia". Ela ainda é uma mulher. Uma mulher e tanto, de chamar a atenção do imaginário masculino não apenas por sua exótica beleza mas principalmente por sua personalidade. Ela tem convicções próprias, não gosta de cozinhar, assume o fato e nunca teve crises por isso. É de vanguarda, me leva para conhecer novos restaurantes, me mostra novas perspectivas e formas de agir, reagir e me relacionar.
O carinho que guardo embora tenha raízes na infância não foi nela consolidado, afinal, ela não era a tia dos biscoitos. Não me ensinou as lições básicas mas sim as mais complexas que só se aprende após certa maturidade. Referências primárias tive outras. Com minha tia recebi orientação para o nível de doutoramento na vida. Isso sim é mais raro.
Minha tia não me trata como sobrinha. Me trata como uma pessoa. Me vê como sou, sem estigmas. Com defeitos. Com qualidades. Com carinho. E tem coisa melhor que ser olhada com carinho!?
Minha tia é amiga, é querida. Se aceita, me aceita. Não impõe valores, mas me ajuda elaborar meus próprios.
Me ensinou a essencialidade de se ser a única responsável por minha própria felicidade.
Que dores de amor passam com o tempo, que namorados vem e vão, que comer castanha do pará antes das refeições não é pecado, que comprar um vestido novo não significa necessariamente futilidade, que às vezes é preciso falar coisas um pouco desagradáveis para não passar a vida se auto desagradando...
Aprendi que não é preciso ter idade próxima para varar a madrugada conversando sobre assuntos leves (e às vezes nem tão leves) antes de dormir.
Compreendi que não é porque eu ouvi a vida inteira vários dogmas que eles significavam a verdade.
Descobri os prazeres de se viajar, de se mudar, de se permitir.
Passei a sentir o cheirinho dos lençóis, das toalhas, da lavanda...
Experimentei a força do chá de guaco. Levei comigo a sutileza de se colocar na mesma bebida folhas da mesma muda mas com colorações diferentes... E realizei que existem colorações diferentes em uma mesma planta e que ambas tem sua importância no conjunto da obra. E apreciando o chá senti que ainda era possível cultivar uma plantinha em pleno bairro de Pinheiros, dentro da caótica, cinza e barulhenta São Paulo.
E assim, após todo o carinho que ingeri por meio da quente bebida, acolhida por um futon, observei o desentupimento de minhas vias... Foi quando inspirei profundamente fixando para sempre em meu olfato toda a leveza do light blue, concluindo que o azul até existe mas pode ser leve.
Passei a sentir na pele que nem tudo que saía do mesmo tronco tinha que ser cinza.
Me descobri com o aroma de Doce Guerreira Light blue...
Ti a mo
Ti a dmiro
Ti a poio
Sempre. Incondicionalmente.
sua tia é o máximo!
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